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Item FAB LABS ACADÊMICOS NO BRASIL: UMA ANÁLISE DE SUA TIPIFICAÇÃO EM CINCO DIMENSÕES SOB A ÓTICA DOS FABMANAGERS(2019-06-25) Regiane Balestra Vieira; Prof. Dr. Denis Donaire; Prof. Dr. Denis Donaire; Prof. Dr. Leandro Campi Prearo; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Prof. Dr. Almir Martins Vieira; Prof. Dr. Celso Machado Junior; Prof. Dr. João Batista PamplonaA emergente proliferação de laboratórios de inovação por todo o mundo evidencia o uso e o compartilhamento criativo de recursos em prol do empreendedorismo e da inovação tecnológica em uma nova realidade econômica. Caracterizam-se, neste cenário, as interações que determinam a dinâmica do transbordamento do conhecimento como meio indispensável para a sustentação da economia baseada em criatividade. Dentre as tipologias de empreendimentos criativos, os laboratórios de fabricação digital, qualificados pela denominação Fab Labs, proliferam em rede mundial. No Brasil, são 68 Fab Labs espalhados pelo território nacional credenciados à rede mundial da Fab Foundation do MIT (Massachusetts Institute of Technology). As vantagens dessa nova dinâmica parecem óbvias, porém, diante de contextos organizacionais ainda caracterizados por propriedades intelectuais patenteadas e espaços mercadológicos verticalizados, as premissas defendidas pela Fab Foundation naturalmente promovem adversidades para a atuação dos Fab Labs. Contudo, a replicação de modelos dos países desenvolvidos para a realidade dos países em desenvolvimento é sempre um esforço de adaptação, diante dos diferentes estágios de desenvolvimento socioeconômico, científico e tecnológico. Sob tais perspectivas, o presente estudo apresenta-se com o propósito de caracterizar a forma de atuação dos Fab Labs brasileiros, em particular do tipo Acadêmico, e tipificá-la em cinco dimensões, teoricamente identificadas em literatura internacional, sob a ótica dos gestores. Com esse fim, foram selecionados 20 fabmanagers dos 35 Fab Labs Acadêmicos existentes no Brasil até 2018, dado que a institucionalização de uma matriz de atuação situa-se como um elemento decorrente da dimensão das normas e regras estabelecidas nas concepções que os fabmanagers têm acerca dos Fab Labs. No que envolve a pesquisa, trata-se de estudo descritivo, com abordagem quantitativa. Utiliza-se, quanto aos meios de investigação, o questionário eletrônico (on-line) como instrumento de coleta de dados primários em um survey e o software IBM SPSS para tratamento de dados e análise dos resultados. Ao final, realizada a análise estatística dos dados, constata-se que as convicções dos fabmanagers afetam substancialmente a construção da forma de atuação e evidencia-se que o modelo proposto pode ser utilizado como referência para o entendimento da atuação dos Fab Labs Acadêmicos no Brasil e caracterizá-los segundo a tipificação dos construtos Espaço Criativo, Sistema de Aprendizagem, Ambiente de Inovação e Promotor de Desenvolvimento Tecnológico. No entanto, não atuam como Redes Colaborativas. A atuação em rede é um dos quatro critérios para o credenciamento à rede mundial da Fab Foundation do MIT. Não participar ativamente da rede de Fab Labs, condiciona ao isolamento e impossibilita a formação de uma comunidade para o compartilhamento de conhecimento. Em consequência, o empreendedorismo tecnológico e o acesso à inovação social são desfavoravelmente impactados.Item OS DESAFIOS DA GESTÃO ESCOLAR NA REDE ESTADUAL DE SÃO PAULO: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO COM DIRETORES INGRESSANTES(2019-06-25) Lúcio Leite de Melo; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof.ª Dr.ª Mariângela Silveira BairrosNo Brasil, a discussão acadêmica acerca da gestão escolar encontra-se alicerçada na sua dicotomização entre a gestão escolar burocrática, com base na Teoria Geral da Administração, e a gestão escolar democrática, a qual entende o papel da escola como fomentadora da participação coletiva nas decisões em sociedade. Além disso, fruto do neoliberalismo e da ampliação do mercado capitalista, que avançou sobre a educação, tem-se demonstrado, entre outras coisas, a relação existente entre os resultados escolares medidos em testes de larga escala e a figura do diretor escolar. Da discussão em torno da sua figura, questões como sua formação e seu provimento de cargo, tornaram-se temáticas de investigação. Nesta pesquisa, em especial, a investigação ocupou-se dos desafios que os diretores enfrentam no cotidiano de suas atividades profissionais, estando eles a frente das escolas. Dessa forma, o objetivo precípuo desta pesquisa foi arrolar os principais desafios enfrentados pelos gestores em seu primeiro ano no exercício do cargo de Diretor de Escola da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Para dar conta de tal empreitada, construiu-se uma pesquisa de cunho qualitativo, do tipo exploratória. Os dados foram coletados por meio de dois instrumentos, quais sejam: questionário online e entrevista semiestruturada. Responderam ao questionário três diretores e concederam entrevista outros cinco diretores, todos ingressantes há menos de um ano no cargo. Os resultados mostram que os desafios enfrentados por esses profissionais estão de acordo com os desafios já descritos na literatura acadêmica, a qual, entretanto, não dá conta de abranger os desafios que pareceram mais característicos à realidade do Estado de São Paulo. Esses desafios estão intimamente ligados à concepção expressada pelos diretores acerca de sua função, de tal forma que se considerou um desafio justamente aquilo que os diretores apontaram ser novidade/desconhecido para eles. Além disso, mostrou-se que a formação inicial e continuada dos diretores não tem dado conta de subsidiá-los para o enfrentamento dos desafios que lhe são impostos pelo cotidiano escolar. Com relação ao curso obrigatório a esses diretores, ele tem se demonstrado positivo na concepção dos entrevistados, possuindo alguns pontos a melhorar. Como produto final, tendo em vista as impressões que os diretores participantes forneceram, foi construído um website que poderá servir de ponto para o compartilhamento de experiências e práticas de gestão, bem como dos desafios do cotidiano escolar, para que, entre pares, esses diretores de escola possam interagir entre si com o intuito de minimizar as dificuldades oriundas do retratado isolamento característico da função.