Navegando por Autor "Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia, Profa. Dra. Amanda Costa Araújo (Coorientador(a))"
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Item FÁBULAS PARA LEMBRAR DE MIM: PEÇAS POÉTICAS INSPIRADAS EM NARRATIVAS DE PACIENTES COM CÂNCER(2021-08-31) José Carlos Malafaia Ferreira; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia, Profa. Dra. Amanda Costa Araújo (Coorientador(a)); Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Profa. Dra. Letícia Andrade da SilvaIntrodução: o conceito de dor total em Cuidados Paliativos implica atenção às dimensões biopsicossocial e espiritual de cada um. A dor de alguém com câncer incurável transcende sua dor física. Objetivos: implementar o ambulatório de anamnese ampliada e elaborar peças poéticas fictícias sobre os aspectos mais valiosos da vida de pacientes oncológicos, que estão sob cuidados paliativos. Metodologia: Fábulas para lembrar de mim é uma pesquisa qualitativa, prospectiva, exploratória, pautada na metodologia da Medicina Narrativa. A amostra, não probabilística, foi escolhida por conveniência, perfazendo o total de 16 sujeitos com câncer, sob cuidados paliativos, tratados no Centro Oncológico de São Caetano do Sul/SP. Um ambulatório dirigido, denominado Anamnese Ampliada, serviu de espaço para a coleta das narrativas de vida. Nesse ambulatório, duas entrevistas aconteceram para a coleta das narrativas: a primeira, onde o entrevistado foi instigado a produzir um relato de vida numa linha de tempo da sua infância até antes dos primeiros sintomas da doença. Na segunda entrevista, o paciente foi apresentado a uma obra artística consagrada e discorreu sobre o efeito que a obra lhe causou. As peças visam a exploração dos signos de cada conto pessoal, dilatando-os e/ou ressignificando-os. As peças, escritas e/ou performadas em vídeo, foram disponibilizadas em um canal do Youtube. Resultados: Dentre os 16 pacientes, seis tiveram suas narrativas transmutadas em peças poéticas. As histórias colhidas foram transcritas e analisadas, sendo identificadas as seguintes categorias: empatia, afeto, resiliência, cuidado, medo, confronto, espiritualidade, luta, pessoa com a doença e não a doença em si. O ser e estar como um contador de história (da sua história) que não teve sua doença como mote e, também, sem se tratar de uma análise de sua psiquê, além de ter uma atenção genuína da equipe, estreitou ainda mais os laços entre paciente e equipe. Considerações Finais: conhecer uma pessoa adoecida além da sua moléstia, iluminando suas subjetividades, registrando em seu prontuário médico também elementos de sua narrativa de vida anteriores à sua patologia, partindo dos seus afetos promotores da sua identidade só resvalada na anamnese clássica, pode tonificar condutas mais humanizadas e trabalhar a favor de uma relação médico-paciente que se beneficiará com o aguçamento da empatia por parte do médico, bem como do alunado, que inicia o seu contato com a prática de uma medicina humanizada.