Navegando por Autor "Profa. Dra. Jane de Eston Armond"
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Item A JUDICIALIZAÇÃO A PARTIR DA PERCEPÇÃO DOS PRESCRITORES DA ATENÇÃO BÁSICA DO MUNICÍPIO DE DIADEMA(2020-10-07) Erica Mateo Zygmunt; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Profa. Dra. Jane de Eston Armond; Prof. Dr. Arquimedes Pessoni; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício BritoIntrodução: O presente estudo foi realizado a partir da experiência da pesquisadora como Assessora Jurídica da Secretaria de Saúde do Município de Diadema, São Paulo, mais especificamente no setor de ações judiciais que, sob a ótica do prescritor da Atenção Básica (AB), buscou traçar um perfil das principais dificuldades que vêm acarretando o aumento das ações judiciais ao longo dos anos, principalmente de 2017 até a atualidade, causando desequilíbrio tanto financeiro quanto assistencial ao sistema de saúde. Objetivo: A análise do custeio dessas ações judiciais em comparativo à assistência farmacêutica no município de Diadema, permite mensurar os investimentos na área da saúde com relação a distribuição de medicamentos; inclusão, exclusão ou substituição de alguns nas listas oficiais do SUS, quando necessário. Materiais e Métodos: A análise metodológica utilizada consiste inicialmente de um estudo do tipo exploratório com imersão na literatura científica, tendo como base estudos acadêmicos publicados na forma de: artigos científicos, livros, dissertações e teses sobre o tema delimitado sobre o problema no que diz respeito ao processo da judicialização na saúde e sua relação com a prescrição de medicamentos realizado pelos médicos da Atenção Básica. Num segundo momento, numa abordagem exploratória, se aplicou questionário sociodemográfico aos prescritores para conhecer a percepção quanto suas práticas no intuito de identificar os principais motivos que acarretam a prescrição de medicamentos via ações judiciais. Para identificar os problemas dessa área, foram analisados inicialmente o número de ações judiciais recebidas com prescrições advindas da própria Atenção Básica, atendidas mensalmente e a quantidade de ações judiciais com prescrições atribuídas a profissionais da rede privada. Em paralelo, verificou-se ações judiciais cujos medicamentos constam das listas oficiais do SUS, outras com medicamentos que fazem parte do componente especializado do Estado, medicamentos similares aos do SUS e até mesmo medicamentos usados no SUS de pedidos nas ações de maneira off label. Resultados: O montante desses processos impacta diretamente o planejamento financeiro da pasta da Secretária da Saúde do Município, em função da limitação de recursos destinados a saúde. Nos últimos quatro anos, o município teve um aumento de ações judiciais acima de trinta por cento, sendo que atualmente cerca de vinte e cinco por cento dessas ações iniciam-se na Atenção Básica, o que em valores significa que em menos de quatro anos dobrou o custeio dessas ações. Conclusão: Esse estudo aponta que o prescritor é peça importantíssima do sistema de saúde, não só exercendo sua função primordial de assistência, mas também no tocante ao financiamento do sistema de saúde por ser diretamente responsável pelos tratamentos aplicados. A conscientização dos prescritores de que fazem parte dessa engrenagem deve iniciar na formação acadêmica. Importante que tenham a percepção de que fazem parte, do coletivo, do multidisciplinar e de que apesar de não estarem diretamente relacionados com o financeiro, todos seus atos refletem diretamente na condução do sistema e melhorias na condição do tratamento dos usuários e por isso a importância da construção do conhecimento ainda na academia (Universidade), para que se consolide a ideia de que está inserido num sistema com mecanismos interligados e com a mesma importância, bem como o entendimento de todo seu funcionamento.Item ALEITAMENTO MATERNO E OS SABERES DISCENTES NO ENSINO DA GRADUAÇÃO MÉDICA(2021-05-12) Cíntia Testa José; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Profa. Dra. Sandra Regina Mota Ortiz; Profa. Dra. Jane de Eston ArmondIntrodução: Tem-se como premissa o ensino baseado nos saberes discentes, frente às orientações alimentares preconizadas para o lactente. Atualmente, preconiza-se o aleitamento materno exclusivo nos 6 primeiros meses de vida, baseando-se nos benefícios que o leite materno propicia ao indivíduo. Problema: Ainda hoje percebemos, tanto por meio da prática cotidiana, quanto da produção acadêmica, que o conhecimento, o manejo e a percepção dos profissionais de saúde quanto ao aleitamento materno são muito precários. Pensando que os profissionais da área médica aprenderam muitos destes conceitos durante as suas formações acadêmicas e que de uma forma bastante objetiva e direta o médico talvez seja um dos principais orientadores e promotores do incentivo a esta prática, os discentes deveriam em seus cursos de medicina receberem orientações que os auxiliassem na construção deste saber. Objetivo: Compreender o conhecimento dos discentes de uma faculdade de medicina quanto ao manejo sobre o aleitamento materno. Materiais e Métodos: Trabalho quantitativo exploratório realizado com entrevista semiestruturada aplicada a alunos do curso de Medicina do primeiro semestre do segundo ano, primeiro semestre do quarto ano e primeiro semestre do sexto ano (terceira, sétima e décima-primeira etapa), para avaliar o conhecimento do manejo desses alunos quanto ao tema proposto. Resultados: Identificou-se os pontos adequados, os incompletos e os totalmente deficitários dentro do saber desses alunos, assim como a percepção do discente frente à aquisição do saber sobre aleitamento e avaliou sua aptidão quanto a orientar sobre o tema. Discussão: Com a identificação dos domínios cujos saberes discentes encontravam-se adequados (apoio e promoção ao aleitamento materno, orientações às gestantes, pega e posicionamento, mitos, desenvolvimento da criança em aleitamento, além dos benefícios e da importância de amamentar para o bebê); incompletos (relação da permanência dos pais com RN grave e aleitamento, nutrientes e composição do leite, orientações da WHO, contraindicações ao aleitamento e as ações médicas, institucionais e governamentais para o incentivo do aleitamento); e inadequados (técnicas de parto e pós parto que auxiliam na amamentação, orientações ao profissional da área de saúde e extração de leite) determinou-se os pontos com necessidade de maior necessidade de exploração para a elaboração do material didático e educativo, com o intuito de melhorar a aquisição e a fixação deste saber ao discente. Conclusão: Determinar a importância da real necessidade em se elaborar uma estratégia educacional que promova, apoie e incentive o aleitamento materno nos discentes da área de saúde mantem-se prioritária na educação superior através de seus centros educacionais.Item PERCEPÇÃO DA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE SOB A ÓTICA DOS PACIENTES ATENDIDOS POR ACADÊMICOS DE MEDICINA(2020-08-13) Viviane Cristina Torres; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Profa. Dra. Jane de Eston Armond; Prof. Dr. Arquimedes Pessoni; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício BritoA boa relação médico-paciente é um pilar fundamental para a prática da medicina de excelência. Tal relação foi avaliada, por meio de estudo qualitativo e quantitativo exploratório, em um ambulatório da cidade de São Caetano do Sul, onde os pacientes são atendidos por acadêmicos da Faculdade de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul. Para tanto, utilizou-se um questionário validado denominado Patient Relationship Questionnaire (PDRQ9), que foi aplicado a uma amostra de pacientes que frequentavam o citado ambulatório. Cada paciente respondeu o quanto concordava com cada uma das afirmação apresentada através de uma escala de Likert de cinco pontos, e os dados coletados foram avaliados por métodos estatísticos. Foram realizadas análises por meio de frequências absolutas e relativas (porcentagem). Verificou-se um alto grau de satisfação por parte dos usuários, o que pode ser atribuído à aplicação das Diretrizes Curriculares Nacionais a partir de 20 de junho de 2014. Essa resolução, elaborada pelo Ministério da Educação, trouxe modificações nas grades curriculares dos Cursos de Graduação em Medicina, possibilitando formação mais empática e humanizada dos profissionais.