Navegando por Autor "Profa. Dra. Daniela Finco"
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Item AS INTERAÇÕES E O BRINCAR NA E COM A NATUREZA: CONSTRUINDO UMA INFÂNCIA DESEMPAREDADA NA CRECHE(2021-02-25) Viviane Graciele de Araujo Valerio; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva a; Prof. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Daniela FincoA presente pesquisa teve como objetivo compreender como vem sendo construído o “desemparedamento da infância” em uma creche da Rede Municipal de Educação de São Caetano do Sul. Parte da compreensão de que as crianças declaram frequentemente e através de suas diferentes linguagens suas preferências e encantamento pelos espaços externos em meio à natureza para suas vivências, interações, investigações e experiências brincantes de aprendizagem dentro da creche, demonstrando sua insatisfação às rotinas rígidas e aos ambientes fechados. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, um estudo de caso, cujo os procedimentos metodológicos foram: entrevistas semiestruturadas com as professoras e as gestoras da creche, análise do Currículo Municipal de Educação de São Caetano do Sul e do Projeto Político Pedagógico da creche, e a Documentação Pedagógica da professora pesquisadora. O referencial teórico está embasado nos estudos e pesquisas da sociologia da infância, pedagogia da infância, filosofia, bem como na legislação referente à educação infantil. A análise dos dados revelou que as entrevistadas reconhecem as preferências das crianças pelos espaços externos em meio à natureza, porém sentem-se inseguranças e receosas ante a possibilidade das crianças pequenas se machucarem com os elementos da natureza ou adoeçam em função dos banhos de chuvas, brincadeiras com água e o tempo frio. Outro aspecto que distancia a criança da natureza refere-se à “sujeira”, pois, segundo algumas entrevistadas, as famílias não gostam que as crianças se sujem. Os horários inflexíveis da rotina com as trocas, refeições, entrada e descanso constituem-se para algumas docentes em limites para maior presença das crianças na natureza, bem como a dificuldade em controlar a disciplina das crianças nos ambientes externos. Contudo, apesar das dificuldades, algumas professoras vêm proporcionando contextos brincantes na natureza, o que vai demonstrando a construção do desemparedamento da infância na creche. Como produto educacional resultante desta pesquisa será elaborado um E-Book compartilhando ações e contextos brincantes na e com a natureza na creche pesquisada. Com isso ressalta-se a importância em desemparedar a infância dizendo sim às vontades do corpo com momentos que geram alegria e potência criadora de agir das crianças.Item AS INTERAÇÕES E O BRINCAR NO RETORNO PRESENCIAL À CRECHE EM TEMPOS DE PANDEMIA.(2022-02-08) Giselle Carolina da Silva; Prof.ª Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Daniela FincoO ano de 2021 marcou o momento do retorno presencial à creche após um ano e meio de afastamento dessa instituição educacional devido ao isolamento social imposto, o qual se caracterizou como uma das medidas protetivas estabelecida em todo país para o controle da pandemia causada pelo novo Coronavírus. Foi um período de muitas incertezas, dúvidas, medos, angústias e muitos desafios. Investigar esse cenário constitui-se como uma necessidade, visto que era urgente problematizar esse retorno em meio aos protocolos sanitários, cujas orientações se distanciam da concepção de criança e da educação da primeiríssima infância. Nesse sentido, esta pesquisa teve como objetivo compreender o modo como as crianças ressignificam o brincar e as interações em face ao retorno presencial à creche em tempos de pandemia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que teve como instrumentos para coleta de dados: os registros escritos da professora-pesquisadora, áudios, vídeos, desenhos, fotografias das crianças em diferentes contextos de interação e brincadeira, rodas de leitura e contação de histórias. O campo da investigação se deu com crianças na faixa etária entre 3 e 4 anos, no contexto de uma creche municipal de Santo André na qual a pesquisadora atua como professora. O referencial teórico que fundamentou esta investigação baseou-se em estudos e pesquisas da pedagogia da infância, da sociologia da infância, em legislações referentes à Educação Infantil, além de documentos oficiais e cartas abertas acerca dos impactos do contexto pandêmico na Educação Infantil. Os resultados da pesquisa revelaram as vulnerabilidades do tempo marcado por medidas protetivas instauradas na creche, principalmente em relação ao distanciamento entre as pessoas e ao uso de máscaras faciais, fatores que tiveram impacto direto no acolhimento às crianças e na escuta a elas. Meninos e meninas evidenciaram suas necessidades e desejos em estarem juntos(as), afirmando-se como sujeitos sociais. Suas narrativas também manifestaram seus incômodos com o uso de máscaras faciais, uma vez que estas dificultavam a compreensão de suas falas e expressões. As crianças pronunciaram suas leituras de mundo, repertoriadas em tempos de pandemia, por meio de ressignificações nas interações e brincadeiras frente aos protocolos sanitários, de modo a se revelarem capazes de extrair do universo adulto as poéticas infantis e, assim, produzir as culturas infantis. Compartilhar suas emoções e sentimentos nestes tempos de pandemia também foi um ato que se fez presente ao longo da pesquisa, bem como os laços de amizade que foram sendo constituídos entre elas nesta trajetória investigativa. A visibilidade de suas vozes corrobora a potência da escuta atenta às crianças e o quanto elas contribuem para a reflexão acerca do universo infantil e, consequentemente, da educação das crianças pequenas. Por fim, como desdobramento desta investigação, será produzido como produto educacional uma narrativa, por meio de um E-book, no intuito de proporcionar visibilidade às vozes infantis no retorno presencial à creche nestes tempos pandêmicos.Item "QUEREMOS UM LUGAR PARA BRINCAR EM DIA DE CHUVA": A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DAS CRIANÇAS NA AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA CRECHE(2021-02-25) Agleide de Jesus Vicente; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Daniela Finco; Profa. Dra. Sanny Silva da RosaO presente estudo teve como objetivo identificar e compreender o papel da escuta das vozes infantis no processo de participação das crianças bem pequenas na autoavaliação institucional em uma creche do munícipio de São Paulo. Para tanto, buscou identificar as compreensões das professoras e gestora frente à escuta e participação das crianças em processos decisórios da creche e qual o impacto que essas vozes têm diante de suas práticas. Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, um estudo de caso, cujos procedimentos metodológicos foram: a descrição da experiência de autoavaliação institucional da creche a partir dos registros reflexivos da coordenadora-pesquisadora e registros fotográficos, a análise do Projeto Político Pedagógico da creche e o uso de cartas como forma de estabelecer um diálogo com as professoras e com a gestora, tecendo a memória da experiência com suas percepções, aprendizagens, reflexões e interpretações do contexto da pesquisa. O referencial teórico pautou-se nos estudos e pesquisas de William A. Corsaro, Manoel Jacinto Sarmento, Paulo Freire, Alfredo Houyelos, Marta Regina Paulo da Silva, Julia Oliveira-Formosinho, David Altimir, Ana Bondioli, Francesco Tonucci, Miguel A. Zabalza, Maria Malta Campos e Ana Bondioli, assim como nas legislações que regulamentam e orientam o trabalho na Educação Infantil. Os resultados da pesquisa revelam que a escuta das vozes infantis no processo de participação política das crianças de 3 anos na autoavaliação institucional possibilitou a creche assumir seu papel social, político e democrático, resultando na transformação dos espaços da instituição, rompendo com o distanciamento entre o discurso de uma criança potente, sujeito de direitos, dentre eles o direito de dizer sua palavra, e as práticas antidialógicas e adultocêntricas que ainda eram presentes no cotidiano da creche. Demonstram ainda impactos nos saberes e fazeres das professoras e gestoras, que reconheceram a potência das vozes infantis e assumiram a escuta como uma postura de vida, estabelecendo uma relação de confiança, aberta, disponível, de aprendizagem e legitimação das vozes das crianças, através do planejamento que considera o que emerge delas atrelado às intenções das professoras. Como produto educacional, será elaborado um e-book que compartilhará a experiência da creche à luz dos resultados desta investigação. O intuito é que ele possa contribuir ou mesmo inspirar outras Unidades de Educação Infantil na construção e garantia da creche como um espaço democrático e dialógico.