Navegando por Autor "Prof. Dr. Marco Wandercil"
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Item DESIGUALDADES EDUCACIONAIS E GESTÃO PEDAGÓGICA DA ESCOLA NO CONTEXTO PÓS-PANDÊMICO: UM ESTUDO NA REDE MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ(2023-03-08) Sônia Maria Marchiori De Oliveira; Prof.a Dr.a Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Marco Wandercil; Profa. Dra. Cristiane MachadoAs desigualdades da população brasileira foram expostas de forma inequívoca e se aprofundaram durante a pandemia de Covid-19. O afastamento das crianças das escolas, em decorrência do prolongado período de isolamento social, ampliou ainda mais as desigualdades educacionais, sobretudo, nos sistemas públicos de ensino, acarretando grandes e novos desafios aos profissionais de educação durante e após o período pandêmico. Esta pesquisa teve o propósito de problematizar essas questões na rede municipal do município de Santo André, localizado na região do ABC Paulista na perspectiva dos atores que atuam na gestão pedagógica das escolas. Como aportes teóricos, o estudo fundamentou-se em contribuições do campo das políticas públicas e da gestão educacional, explorando, particularmente, os conceitos de direito à educação, gestão democrática e as atribuições do coordenador pedagógico. Metodologicamente, trata-se de um estudo exploratório, de abordagem qualitativa, que articulou dados obtidos em fontes documentais e empíricas, com o objetivo de analisar as estratégias propostas pela Secretaria de Educação do município de Santo André e as ações efetivamente implementadas nas escolas com vistas ao enfrentamento das desigualdades educacionais no contexto pós-pandêmico. Para tanto, realizou-se uma roda de conversa com quatro assistentes pedagógicas que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental em escolas localizadas em regiões de grandes contrastes socioeconômicos. Os dados obtidos permitiram identificar a existência de tensões e contradições entre as iniciativas e orientações dos órgãos centrais do sistema de ensino e as condições objetivas dos atores escolares e das famílias de atenderem as reais necessidades dos alunos no que diz respeito ao acolhimento, ao direito de aprender e de ter acesso a uma educação de qualidade. Ademais, os resultados indicam que os efeitos do período pandêmico tendem a perdurar por muito tempo ainda, o que exigirá dos gestores pedagógicos uma grande capacidade de administrar as demandas externas à escola e as prioridades identificadas pelas equipes escolares no retorno às atividades presenciais. Como produto desta pesquisa, e por demanda dos próprios atores participantes do estudo, propõe-se a construção de um acervo documental, registrado em formato de podcast, com depoimentos e análises sobre os efeitos e desafios do período pandêmico e pós- pandêmico na educação brasileira e, particularmente, na rede municipal estudada.Item EFICÁCIA ESCOLAR E VULNERABILIDADE SOCIAL: MAPEANDO ESCOLAS NO ABC PAULISTA(2023-12-14) Alessandra Cristina Matheus de Paiva Pereira; Prof. Dr. Marco Wandercil, Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda (Coorientador); Prof. Dr. Marco Wandercil; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Edivaldo Cesar Camarotti MartinsNo contexto educacional brasileiro, a educação é vista tanto como um reflexo dos desafios socioeconômicos quanto como uma ferramenta para superá-los. A despeito dos avanços no acesso e qualidade educacional, questionamentos surgem sobre o reconhecimento da eficácia escolar evidenciada por meio de dados provenientes de avaliações em larga escala, sobretudo as do Saeb, divulgadas à sociedade através dos resultados do Ideb. Evidencia-se que no geral, as avaliações padronizadas, concentram-se principalmente na dimensão cognitiva da aprendizagem, com ênfase em leitura e solução de problemas, cujos melhores resultados tendem a ser alcançados pelos filhos de famílias com maior capital econômico e cultural, enquanto aqueles provenientes de ambientes familiares marcados pela pobreza e baixa escolaridade, especialmente materna, apresentam resultados aquém do esperado. Diante dessas considerações emergiram questionamentos, cuja pesquisa buscou responder: Com base na interpretação de dados públicos secundários, qual seria a metodologia para identificar escolas eficazes de uma região? Quais escolas estaduais, localizadas na Região Metropolitana do Grande ABC Paulista, suplantaram o contexto de vulnerabilidade, superando as metas estabelecidas pelo Ideb nos últimos seis ciclos (2011-2021), levando em conta critérios de eficácia e equidade? O objetivo principal foi desenvolver uma metodologia baseada na análise de dados secundários para mapear escolas estaduais nesta região que superaram as metas do Ideb de 2011 a 2021, considerando critérios de eficácia e equidade. Através de métodos mistos, a dissertação apoiou-se inicialmente em uma revisão bibliográfica, seguida da coleta e análise de dados secundários sobre indicadores complexos e contextuais. O estudo, organizado em capítulos expõe, origem e aplicação dos termos 'eficácia' e 'eficiência' no ambiente educacional; traz uma revisão da literatura sobre pesquisas científicas relacionadas à eficácia escolar, publicadas em português, na década de 2012 a 2022 e apresenta um mapeamento das escolas eficazes da região metropolitana do ABC, analisando a influência e relevância de índices contextuais nas avaliações nacionais. A metodologia empregada identificou 27 escolas estaduais na Região Metropolitana do Grande ABC que demonstraram eficácia ao longo dos seis ciclos do Ideb. Como produto final, propôs-se um e-book com ferramentas e metodologias para o acompanhamento dos dados do Ideb, bem como sua utilização na elaboração de um planejamento estratégico alinhado às metas de qualidade educacional, destacando a relevância destes dados, mas rejeitando seu uso para a prática de ranqueamento.Item IMPACTOS EDUCACIONAIS E SOCIOECONÔMICOS PERCEBIDOS POR EGRESSOS DO ENSINO TÉCNICO DE UMA ESCOLA DO ABC(2024-06-18) Ailton Tenório da Silva; Prof. Dr. Leandro Campi Prearo, Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda (Coorientador); Prof. Dr. Leandro Campi Prearo; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Marco Wandercil; Prof. Dr. Estefano Vizconde VerasztoO presente estudo aborda o Ensino Técnico de nível médio, cuja regulamentação de integração ao Ensino Médio está atualmente em discussão no Congresso Nacional, pois há uma questão a ser respondida: qual é o impacto no desenvolvimento socioeconômico e educacional dos egressos do Ensino Técnico e que concluíram o Ensino Médio concomitantemente, comparando-os com seus colegas de classe que concluíram o Ensino Médio acadêmico? Esta pesquisa visa esclarecer se esses alunos tiveram algum ganho de renda a mais e qual é o atual estágio educacional dos mesmos. Para responder a essas questões, a pesquisa contabilizou as respostas de mais de 300 egressos do Ensino Médio, formandos de 2012 a 2019, via uso de um questionário estruturado, sendo que o grupo de análise cursou concomitantemente o Ensino Profissional Técnico na mesma escola, nas mesmas condições do grupo de controle. Para realizar a análise utilizou-se o método de Propensity Score Matching. Através do pareamento entre os grupos de análise e de controle, calculando-se a distância euclidiana quadrática, obteve-se assim o propensity score de cada indivíduo, finalizando no matching entre os pares. Os dados de renda atual foram testados para verificar a normalidade da distribuição na amostra, sendo que não foi identificada uma diferença significativa entre os grupos em termos de renda atual, e os testes de normalidade Kolmogorov-Smirnov indicaram que há evidências de hipótese H0 ser nula, ou seja, os valores não seguem uma distribuição normal. Dessa forma foi utilizado o teste Wilcoxon que permite comparar as medianas dos grupos de forma robusta para amostras não paramétricas. O referencial teórico foi dividido três campos: histórico, legislação e metodológico para basear as análises estatísticas. Os resultados dos testes indicaram um valor p de 0,517 para o Grupo 1, o que sugere que não há evidências suficientes para concluir que os rendimentos dos egressos que fizeram o Ensino Técnico e os que não fizeram são diferentes ou que podem ser comparados. Já no Grupo 2 o teste apresenta valor de p de 0,015, indicando que há uma diferença estatisticamente significativa entre os rendimentos do grupo de análise e de controle, sendo que a média salarial dos egressos com Ensino Técnico (R$ 3.826,25) é consideravelmente superior à do grupo de controle (R$ 2.747,77). No entanto, a mediana salarial do grupo de estudo (R$ 2.450,00) é apenas ligeiramente superior à do grupo de controle (R$ 2.400,00). Os construtos avaliados indicam que os egressos do Ensino Técnico do Grupo 2 têm uma satisfação com o atual trabalho muito similar ao grupo de controle. Essa observação se altera ligeiramente no Grupo 1, com o grupo de análise tendo uma ligeira melhor satisfação com seu trabalho atual do que com o grupo de controle. Também foram avaliadas a qualidade de vida e a percepção do seu rendimento atual. Como produto final foi elaborado um e-book que sintetiza as vantagens de se cursar a Educação Profissional Técnica à inserção no mercado formal de trabalho.