Navegando por Autor "Márcia de Paula Leite"
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Item DESENVOLVIMENTO DA REGIONALIDADE NA ÀREA DA RUA 25 DE MARÇOLineu Francisco de Oliveira; Prof. Dr. Antonio Carlos Gil; Antonio Carlos Gil; Raquel da Silva Pereira; Márcia de Paula LeiteUm estudo tem como objetivos analisar o processo histórico de constituição da Região da Rua 25 de Março e identificar manifestações de atores locais e de agentes públicos em prol da consolidação da região. Trata-se de um estudo exploratório fundamentado na revisão da literatura , análise de material documental, entrevistas e depoimentos de atores regionais, observação direta e análise de casos. O referencial teórico fundamental para orientação da pesquisa foi proporcionado pelo modelo de construção da regionalidade definido por ANSI Paasi. Os resultados obtidos indicam a existência dos primeiros elementos caracterizadores de uma região já no final do século XIX. Deixam clara a existência de uma imagem conceitual e simbólica da região determinada pelos produtos ai comercializados. Foi identificada a constituição de instituições regionais de cunho religioso, recreativo e cívico. Constata-se, no entanto, que as instituições mais ativas são as que dão suporte às atividades comerciais e que apoio dos poderes públicos visa principalmente proporcionar melhorias aos comerciantes locais e aos clientes. Conclui-se que o principal elemento de constituição da regionalidade na área da rua 25 de Março relaciona-se intimamente como no processo de construção do Cluster comercial e que o desenvolvimento da região incorpora elementos definidos pelos teóricos da Ecologia Urbana.Item O PERFIL DO EMPREGO NO SETOR PETROQUÍMICO DO GRANDE ABC: UM ESTUDO SOBRE OS ANOS 90Maristela Leda Landi dos Santos; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Breciani; René Henrique Götz Licht; Márcia de Paula LeiteO processo de modernização e reestruturação produtiva, caracterizado pela automação microeletrônica e de novos modelos e práticas organizacionais (em termos da gestão da produção e do trabalho), está alterando os padrões de emprego industrial, sugerindo sistemáticas transformações na sua estrutura. Procurando ampliar o entendimento de tal questão, este estudo analisa a estrutura do emprego operacional na indústria petroquímica do Grande ABC. A investigação esteve baseada em consultas ao banco de dados do Ministério do Trabalho e do Emprego, a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), no período de 1986/2002 e em estudo de caso envolvendo três empresas do Pólo Petroquímico do Grande ABC. Como resultado do estudo é possível identificar uma dinâmica de emprego que se diferencia no decorrer do período, o que nos leva a falar sobre a mudança do perfil do trabalhador. Identificamos uma redução acentuada entre os trabalhadores do grupo operacional, o que sugere maior intensificação do processo de reestruturação industrial. Outro aspecto que merece destaque é a transição da concentração da força de trabalho das faixas de menor escolaridade para faixas de maior grau de educação formal. A variável idade revela certo "envelhecimento" da força de trabalho, constatação convergente com as tendências relativas ao tempo de serviço, ou seja, maior estabilidade de emprego. A análise de sexo revela que o setor petroquímico mantém-se eminentemente masculino, semelhante aos padrões da década de 1980, e que as oportunidades de emprego para as mulheres migraram das grandes empresas para as de menor porte, indicando uma precarização do trabalho feminino. Quanto às empresas, a pesquisa converge para o cenário onde o operador limitado, de trabalho fragmentado e pouco discernimento, típico do modelo taylorista/fordista de organização da produção deixa de ser funcional para os objetivos gerenciais, dentro da nova etapa aberta com a recente aceleração do progresso técnico. Com o avanço da automação programável, o trabalho direto nas maiores empresas da cadeia petroquímica assume um caráter mais complexo, com maior ênfase no monitoramento, passando a exigir do trabalhador maior capacidade de abstração, decisão, comunicação e um maior grau de responsabilidade. Entretanto, uma parcela significativa dos trabalhadores da indústria petroquímica empreendeu um percurso, que longe de se caracterizar pela sobrevivência, foi marcado pelo desligamento do mundo do trabalho, registrado e protegido, da moderna indústria petroquímica.