Pós-Graduação Stricto Sensu
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Navegando Pós-Graduação Stricto Sensu por Autor "Agleide de Jesus Vicente"
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Item "QUEREMOS UM LUGAR PARA BRINCAR EM DIA DE CHUVA": A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DAS CRIANÇAS NA AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA CRECHE(2021-02-25) Agleide de Jesus Vicente; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Daniela Finco; Profa. Dra. Sanny Silva da RosaO presente estudo teve como objetivo identificar e compreender o papel da escuta das vozes infantis no processo de participação das crianças bem pequenas na autoavaliação institucional em uma creche do munícipio de São Paulo. Para tanto, buscou identificar as compreensões das professoras e gestora frente à escuta e participação das crianças em processos decisórios da creche e qual o impacto que essas vozes têm diante de suas práticas. Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, um estudo de caso, cujos procedimentos metodológicos foram: a descrição da experiência de autoavaliação institucional da creche a partir dos registros reflexivos da coordenadora-pesquisadora e registros fotográficos, a análise do Projeto Político Pedagógico da creche e o uso de cartas como forma de estabelecer um diálogo com as professoras e com a gestora, tecendo a memória da experiência com suas percepções, aprendizagens, reflexões e interpretações do contexto da pesquisa. O referencial teórico pautou-se nos estudos e pesquisas de William A. Corsaro, Manoel Jacinto Sarmento, Paulo Freire, Alfredo Houyelos, Marta Regina Paulo da Silva, Julia Oliveira-Formosinho, David Altimir, Ana Bondioli, Francesco Tonucci, Miguel A. Zabalza, Maria Malta Campos e Ana Bondioli, assim como nas legislações que regulamentam e orientam o trabalho na Educação Infantil. Os resultados da pesquisa revelam que a escuta das vozes infantis no processo de participação política das crianças de 3 anos na autoavaliação institucional possibilitou a creche assumir seu papel social, político e democrático, resultando na transformação dos espaços da instituição, rompendo com o distanciamento entre o discurso de uma criança potente, sujeito de direitos, dentre eles o direito de dizer sua palavra, e as práticas antidialógicas e adultocêntricas que ainda eram presentes no cotidiano da creche. Demonstram ainda impactos nos saberes e fazeres das professoras e gestoras, que reconheceram a potência das vozes infantis e assumiram a escuta como uma postura de vida, estabelecendo uma relação de confiança, aberta, disponível, de aprendizagem e legitimação das vozes das crianças, através do planejamento que considera o que emerge delas atrelado às intenções das professoras. Como produto educacional, será elaborado um e-book que compartilhará a experiência da creche à luz dos resultados desta investigação. O intuito é que ele possa contribuir ou mesmo inspirar outras Unidades de Educação Infantil na construção e garantia da creche como um espaço democrático e dialógico.