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“PAI, NÃO É ÍNDIO, É INDÍGENA!”: ARTE INDÍGENA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
(USCS, 2025-12-02) Oliveira, Roberta Aline Costa; Silva, Marta Regina Paulo da
Esta pesquisa parte da concepção de criança como sujeito ativo na construção do conhecimento, com direito a vivenciar múltiplas culturas. Assim, alinhada à Lei 11.645/2008, propõe-se a responder à seguinte questão: Quais são as possibilidades de construção de contextos investigativos sobre a arte indígena com crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil, residentes em áreas urbanas, que favoreçam o respeito, a valorização e a interlocução com os saberes e as expressões culturais dos povos indígenas? Partindo de tal premissa, tem-se, como objetivo geral: investigar as possibilidades de construção de contextos investigativos sobre a arte indígena com crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil, residentes em áreas urbanas, de modo a promover o respeito, a valorização e a interlocução com os saberes e as expressões culturais dos povos indígenas. Em relação aos objetivos específicos, são eles: I) Identificar os saberes que as crianças têm sobre a cultura indígena; II) Compreender as orientações presentes no Currículo da Rede Municipal de Educação de Diadema e no Projeto Político-Pedagógico da unidade escolar no que se refere ao trabalho com a cultura indígena; III) Analisar a viabilidade do trabalho com a arte indígena por meio de contextos investigativos na Educação Infantil; IV) Estabelecer um intercâmbio entre as crianças do contexto urbano da Emei e as crianças indígenas da aldeia Krukutu; V) A partir da análise dos resultados, elaborar um produto educacional que contribua para a valorização dos saberes indígenas no cotidiano pedagógico da Educação Infantil. A investigação adota uma abordagem qualitativa, de natureza aplicada, com foco em uma intervenção pedagógica realizada por meio de contextos investigativos com crianças não indígenas de 4 a 5 anos em uma pré-escola da cidade de Diadema (SP). A produção de dados ocorreu por meio de escuta sensível, observação e registros em diários de bordo, fotografias, filmagens e produções das próprias crianças. O referencial teórico fundamenta-se em autores(as) como Paulo Freire, Marta Regina de Paulo Silva, Maria Carmem Silveira Barbosa, Maria da Graça Souza Horn, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Glória Kok, Vera Maria Candau, além dos(as) artistas Délio Saraiva, Denilson Baniwa e Arissana Pataxó, em diálogo com a legislação educacional vigente. Os resultados indicam que é possível realizar propostas significativas a partir de contextos investigativos nos quais as crianças são protagonistas de suas pesquisas, ampliando o olhar sobre a arte e as culturas indígenas. Desse modo, reforça-se a importância de oportunizar tais vivências desde a Educação Infantil, como possível caminho para a formação de uma sociedade mais respeitosa e livre de preconceitos. Contudo, identificaram-se desafios no contexto escolar, como a carência de formação docente específica, a limitação de materiais pedagógicos e a reprodução de estereótipos. Ademais, constatou-se que a falta de conhecimento por parte da comunidade escolar e das famílias contribui para abordagens inadequadas sobre os povos indígenas, cuja cultura é profundamente diversa e merece reconhecimento e valorização. Conclui-se que é urgente promover uma formação crítica voltada à comunidade escolar e local, bem como ampliar os acervos pedagógicos e transformar as práticas educativas, de modo a combater preconceitos e discriminações. Como produto educacional, propõe-se a elaboração de um caderno pedagógico em formato de e-book, com orientações sobre a Lei 11.645/08, destinado a educadores(as) da Educação Infantil, a fim de ampliar e qualificar a abordagem da temática indígena de forma ética, respeitosa e sensível.
ENSINO E APRENDIZAGEM DO PENSAMENTO ALGÉBRICO NO ENSINO MÉDIO: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS
(USCS, 2025-06-27) Ferauche, Victor; Brito , Carlos Alexandre Felício
O pensamento algébrico refere-se à capacidade de compreender e utilizar a álgebra em práticas educacionais contextualizadas que permitam conectar o novo conhecimento ao que o estudante já sabe, sob a ótica de uma aprendizagem significativa. Esta pesquisa investigou os desafios e estratégias relacionados ao desenvolvimento do pensamento algébrico no ensino médio, tendo como foco a superação das dificuldades conceituais de estudantes em relação à linguagem algébrica, ao uso de variáveis e à modelagem de situações do cotidiano. A problemática da pesquisa centrou-se na possibilidade de promover a aprendizagem significativa desses conteúdos por meio de uma sequência didática ancorada nas habilidades previstas pela BNCC. O objetivo consistiu em compreender como os alunos constroem significados para os objetos algébricos ao longo de sua formação. A pesquisa apresentada classifica-se como qualitativa de natureza descritiva e interpretativa, com características do Design Experimental in Educational Research (EDeR), incluindo revisão de escopo para a aplicação do projeto experimental educacional por meio de oficina de matemática. O referencial teórico apoiou-se na teoria da aprendizagem significativa, com elaboração e validação de sequência didática matemática e nos fundamentos do pensamento algébrico. Os resultados registrados em mapas conceituais evidenciaram avanços nos modos como os alunos reconhecem padrões, generalizam expressões e estabelecem relações funcionais. Constatou-se ainda que o uso de estratégias lúdicas, como a criação de jogos do tipo escape room com conteúdos algébricos, favorece o engajamento, a colaboração e o protagonismo estudantil. Como desdobramento desta dissertação, foi elaborado o livro intitulado Escape Room na Escola: Manual Prático (ISBN: 978-65-01-46185-4). O material tem como objetivo construir uma atividade lúdica que possa explorar os conhecimentos algébricos para alunos do ensino médio. Estruturado em oito capítulos, o manual oferece fundamentos pedagógicos, modelos práticos, estratégias de mediação, propostas inclusivas e sugestões para o uso de versões digitais e híbridas. Trata-se de um recurso acessível, interdisciplinar e alinhado às diretrizes da BNCC, concebido para fomentar sequências didáticas e o protagonismo estudantil em ambientes escolares.
MULTILETRAMENTOS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
(USCS, 2025-06-12) Neri, Vanessa Russo Braz; Andrade, MMaria de Fátima Ramos de
O objetivo desta pesquisa foi analisar as contribuições da Pedagogia dos Multiletramentos à Educação Infantil, em uma escola do município de Santo André. A metodologia adotada foi intervencionista colaborativa, de abordagem qualitativa. A fundamentação teórica que orientou o estudo pautou-se principalmente nas contribuições de Roxane Rojo e pesquisadores do chamado grupo de Genebra, especialmente Joaquim Dolz e Bernard Schenewly. Com relação à primeira, adotou- se a perspectiva da Pedagogia dos Multiletramentos, que envolve a multiplicidade cultural e a multiplicidade semiótica de constituição de textos na contemporaneidade. No que tange à segunda, considerou-se a sequência didática como estratégia de ensino que organiza o processo de aprendizagem de forma flexível e estruturada, possibilitando que o professor se ajuste às necessidades e contextos dos alunos. Ademais, a investigação se apoiou nas orientações dos documentos oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular para Educação Infantil, as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil e a Proposta Curricular para a Educação Infantil, que orientam o desenvolvimento de habilidades diversificadas, associadas ao uso de tecnologias. Partindo de tal referencial, desenvolveu-se, com a professora colaboradora, uma sequência didática com uso de textos multimodais e analisaram- se as contribuições desse trabalho para a aprendizagem no segmento em foco. O exame dos dados obtidos nesse processo revelou avanços significativos na aprendizagem das crianças, evidenciando a importância de integrar a Pedagogia dos Multiletramentos à prática pedagógica desde a Educação Infantil, como forma de atender às exigências do contexto educacional atual e de preparar as crianças para os desafios contemporâneos. Além disso, foi possível constatar as contribuições desse processo para o desenvolvimento profissional das professoras — a pesquisadora e a colaboradora — que, diante do desafio de constituir parceria ao longo do planejamento e desenvolvimento de uma sequência didática não estabelecida previamente, precisaram rever suas práticas e conceitos ao longo do processo. Como produto educacional resultante da pesquisa, tenciona-se elaborar um e-book com práticas para inserção da Pedagogia dos Multiletramentos para a educação infantil.
BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DE UMA PRÁTICA ANTIRRACISTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
(USCS, 2025-08-07) Amaral, Vanessa Roberta do; Silva, Marta Regina Paulo da
Ao explorar e conhecer diferentes culturas, as crianças têm a oportunidade de combater preconceitos, valorizar a diversidade e construir uma compreensão mais ampla e inclusiva do mundo. Nesse processo, os brinquedos e as brincadeiras desempenham um papel fundamental, pois permitem que as crianças experimentem, vivenciem e aprendam sobre distintas realidades culturais, contribuindo para o desenvolvimento de uma visão positiva da diversidade e para o enfrentamento do racismo desde os primeiros anos. Nessa perspectiva, este estudo propõe-se a responder à seguinte questão: como os brinquedos e as brincadeiras podem contribuir para a construção de uma prática pedagógica antirracista na Educação Infantil? O objetivo geral é compreender como os brinquedos e as brincadeiras podem contribuir com a construção de uma prática antirracista na Educação Infantil, segundo as percepções dos(as) docentes. A partir do objetivo geral, delinearam-se os seguintes objetivos específicos: i) identificar a presença de brinquedos e brincadeiras que remetam à temática racial na Educação Infantil no município de Santo André; ii) verificar as concepções das(os) docentes acerca do brincar com a temática racial na Educação Infantil; iii) identificar as possibilidades e os desafios, segundo as percepções das(os) docentes, no trabalho antirracista por meio das brincadeiras na Educação Infantil; iv) elaborar um produto educacional que contribua para a educação étnico-racial na Educação Infantil a partir do uso de brinquedos e brincadeiras. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória, utilizando como principal instrumento de produção de dados entrevistas semiestruturadas com seis professoras da rede pública de Educação Infantil do município de Santo André. Complementarmente, realizou-se a análise dos planejamentos pedagógicos elaborados pelas participantes, referentes ao período de quinze dias, cuja referência foi o currículo municipal de educação de Santo André. A análise dos dados pautou-se no método de análise de conteúdo de Laurence Bardin. O referencial teórico dialoga com os estudos sociais da infância e as discussões sobre as relações étnico-raciais. Os resultados apontam que o uso de brinquedos e brincadeiras tem sido uma estratégia adotada pelas professoras para promover práticas pedagógicas antirracistas na Educação Infantil, favorecendo o reconhecimento e a valorização da diversidade étnico-racial desde os primeiros anos escolares. No entanto, constatou-se que a disponibilidade de materiais que representem adequadamente diferentes culturas, especialmente, a presença de bonecas negras, ainda é limitada. As percepções das docentes também indicam a necessidade de formações continuadas específicas e de maior apoio institucional, de modo a ampliar o repertório pedagógico e fortalecer o compromisso com uma Educação Infantil mais inclusiva e antirracista. O produto educacional será um e-book voltado às(aos) educadores(as) da Educação Infantil. O material reunirá fundamentos teóricos e sugestões práticas sobre brinquedos e brincadeiras em uma perspectiva pedagógica antirracista. Com linguagem acessível e foco na aplicabilidade, o e-book busca apoiar a formação docente e incentivar práticas que valorizem a diversidade, enfrentem o racismo e contribuam para a construção de uma educação comprometida com o respeito às diferenças e a equidade.
INTERCULTURALIDADE E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: A CULTURA E A MEMÓRIA JAPONESAS EM UMA ESCOLA DA REDE DE ENSINO FUNDAMENTAL DE RIBEIRÃO PIRES
(USCS, 2025-08-05) Nascimento, Rosicler Maria do; Perazzo, Priscila Ferreira
Esta pesquisa envolve educação intercultural e memória de Ribeirão Pires, uma das sete cidades que compõem a região do Grande ABC Paulista. Parte da reflexão das possibilidades de produção de material educacional que envolva a história e a memória da colônia de descendência japonesa formada na cidade há quase um século, considerando-se as perspectivas da história do tempo presente e da história local problema: Como professores de Ensino Fundamental I, de escolas de Ribeirão Pires, enfrentam, sob as perspectivas da educação intercultural, trabalhar em sala de aula com a memória local de Ribeirão Pires quanto à presença cultural japonesa, advinda do processo de imigração para o local? Tem como objetivo principal:Identificar os modos que professores de Ensino Fundamental I, de escolas de Ribeirão Pires enfrentam, sob as perspectivas da educação intercultural, trabalhar em sala de aula com a memória local de Ribeirão Pires quanto à presença cultural japonesa, advinda do processo de imigração para o local. Trata-se de uma Pesquisa Qualitativa, de metodologia narrativa e histórica, com coleta de dados documental, historiográfica, iconográfica e entrevistas semiestruturadas com professoras de 5o ano de Ensino Fundamental da rede pública de Ribeirão Pires. Concluiu-se que as concepções de interculturalidade não estão de acordo com as perspectivas teóricas desta pesquisa, e que o conteúdo referente à cultura e memória nipo-brasileiras ainda é ministrado tradicionalmente como conteúdo de imigração em História e Geografia. Desse modo, o produto educacional é direcionado para professores de Ribeirão Pires, com o intuito de que possam aprimorar suas aulas sobre as origens imigrantes na cidade, tomando sua formação cultural local. O material didático fortalece os professores na sua execução e possibilita aos estudantes a reflexão e a observação para com as diferentes culturas que cercam a cidade onde vivem, promovendo uma educação intercultural.
